sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Parece brincadeira...

Fato ocorrido hoje, no Escolástica Rosa, aprox. às 11:30 da manhã:

Diretor: "...o Escolástica está completando 100 anos este ano e..."

Malandrão 1: "É, uma década..."

Malandrão 2: "Larga de ser burro, uma década é mil anos!"

sábado, 16 de agosto de 2008

O ZÉ PUNHETA

*Escrito por Douglas de Oliveira Donin


A população mundial, atualmente, se aproxima dos 7 bilhões de pessoas. É gente pra caramba. Imagino como poderíamos encontrar qualquer combinação de características possível em pelo menos alguma destas pessoas.

Ora, alguns destes desconhecidos poderiam ser grandes amigos. Poderiam ser mais que isso: poderiam (para aquelas que acreditam que isso exista) até ser o romântico príncipe encantado que vai te segurar no colo e fazer carinho no cabelo até você dormir, após um jantar que ele mesmo preparou e uma comédia romântica com o John Cusack, e que vai lembrar de todos os aniversários de namoro; ou poderia ser aquela modelo da Ford Models, ninfomaníaca incontrolável e estudante de física, que sabe de cor a Enciclopédia Marvel e que adora jogar “Axis & Allies” com você quando está chovendo, só de calcinha de algodão branca, meia soquete e blusão de lã rosa com a gola deixando um ombro aparecendo, e que discute casualmente teoria das supercordas com você depois do sexo (para aqueles que acreditam que isto exista). Nestes casos, a providência divina parece ser bastante cruel em não nos apresentar estas pessoas.

O que a providência divina (que parece agir de maneira exclusivamente cruel - principalmente com indonésios e filipinos) insiste em arremessar contra nossas presenças é justamente o oposto, o que decantou no fundo do reservatório genético, aqueles seres que, contra todos os prognósticos, rastejaram miseravelmente até a existência - onde não encontrariam função ou explicação - para meramente ocupar espaço e gastar recursos, nadando contra a corrente da evolução. Um destes indesejáveis companheiros de cosmo é, todos sabem, o infame e onipresente Zé Punheta.

Ele está em toda parte, é uma figurinha facílima - principalmente na Internet. No entanto, esteja onde estiver, Zé Punheta está sempre desesperado, em estado de emergência. Do mesmo modo que o cheiro dos feromônios em uma cadela no cio incita os machos da espécie ao coito, a simples e corriqueira existência de seres do sexo feminino no mesmo plano dimensional do Zé Punheta o faz perder completamente a racionalidade, discrição ou senso do ridículo. Toda a estrutura orgânica e mental de Zé Punheta direciona quaisquer ações suas, quaisquer pensamentos, quaisquer intenções para a mesma conduta: a mendincância de sexo. Geralmente, é bom que se diga, de forma absolutamente inócua.

Zé Punheta nos Fotologs

O habitat cibernético onde Zé Punheta mais se sente à vontade para desfilar sua imbecilidade é - e não podia ser diferente - o fotolog. Zés Punhetas atulham os comentários de representantes do sexo feminino como formigas invadem o pote de açúcar aberto.

Se o fotolog é de mulher, simplesmente (para todos os efeitos, “mulher” aqui é considerada como o ser com duplo cromossomo sexual X, independente de outras características), um Zé Punheta já tem comentário pronto: “liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiinda!”.

Se o fotolog é de mulher feia, o padrão mínimo aumenta para: “liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiinda! Keria dar uns beijos nesta boca linda!! Se o fotolog é de mulher mediana (do latim medianus, “aquela que tem pelo menos 4 membros”), já começam as tentativas de contato: “liiiiiiiiiiiiiiiiinda! kual seu msn? oi, o meu é zepunheta@hotmail.com! me adiciona!”

Se o fotolog é de mulher bonita, uma cortina vermelha de insanidade cobre a mente do Zé Punheta e ele começa a perder o controle de suas funções mentais. A necessidade de contato torna-se imperativa: “VC TEM MSN: TEM TELEFONE? TEM ICQ? ONDE VC MORA? QUAL SEU EMAIL? ONDE VC MORA? MEU EMAIL É ZEPUNHETA@TERRA.COM.BR ! ME ADICIONA POR FAVOR! TEM MSN? QUAL SEU CELULAR? EI!!” Estes comentários são empilhados abaixo uns dos outros, várias vezes, em minutos, até que a resposta - ou um bloqueio - sejam arrancados da pobre moça.

Outras vezes, Zé Punheta abre seu próprio fotolog, onde tenta impressionar as fêmeas com seus, aham, “atributos” físicos. Quando isso acontece, podemos esperar aquelas populares fotos de cueca retiradas na frente do espelho do banheiro, com os braços retesados ao máximo e a barriga encolhida para ressaltar que está “malhado”. Desespero sexual em estado sólido.

A invenção do Sexlog parece ter sido para estes, depois da roda (de magnésio), a maior revolução tecnológica da humanidade.

Zé Punheta no Orkut

Claro, Zé Punheta que é Zé Punheta está “caçando gatinhas” - que nunca vai comer, diga-se de passagem - no orkut. Geralmente, fazem uma procura por amigos tendo como único filtro “sexo: feminino”, e adicionam todos os resultados. O passo seguinte é, obviamente, colocar todas na crush list, ficar fã de todas e mandar scraps ou testimonials dizendo “oi, que tal sermos amigos?”.

Adicionar testemunhos, mesmo sem conhecer, é outra tática. Depois vem o testimonial: “Ainda não conheço a XXXX, mas espero conhecer esta pessoa tão linda e interessante”. Qualquer coisa vale para o mendigo sexual, e nenhuma arma é baixa demais.

Outra característica irritante: entram todas as comunidades sobre sexo que conseguem encontrar, principalmente as voltadas para mulheres (tipo a “Mulheres à Procura de Sexo”, ou “Ninfomaníacas”), e cantam absolutamente todas.

Geralmente, a foto do perfil de uma ameba mamífera destas é, justamente, da única parte do seu corpo que parece ele parece reconhecer existir.

Se uma mulher, em um tópico qualquer, coloca que atualmente está solteira, que se excita vendo X ou que um dia sonha em realizar a fantasia Y, lá vão centenas de Zés Punhetas, nos próximos minutos, responderem ofegantes, à beira de um enfarto e com as mãos trêmulas, “Voluntário! Voluntário!” ou “MEADISSIONA AÍ MEU MSN É ZEPUNHETA@HOTMAIL.COM VC TEM MSN TEM TELEFONE ME ADISSIONA AÍ POR FAVOR POR FAVOR ME LIGA MEU CELULAR É 68634598 POR FAVOOOOR!!!!!”

Zé Punheta no Chat

Certo dia conduzi um teste estatístico. Entrei em um certo canal de IRC, bastante lotado, cuja contagem de mulheres era muito próxima da de homens, com o apelido “mauricio_20_medicina”.

Resultado? Em quinze minutos, três janelas de chat com meninas abriram. Saí do chat, esperei alguns minutos e entrei de novo, desta vez com o apelido “michele_20_medicina”. Qual o resultado desta vez?

Nos dez segundos que seguiram ao anúncio da minha entrada no canal, doze janelas de chat abriram. Todas elas vindo, obviamente, de Zés Punhetas, que detectaram com uma velocidade que beirava a pré-cognição a presença de um nome feminino na tela e, no limite da velocidade com a qual um ser humano pode dar dois cliques de mouse, arremessaram contra minha identidade falsa seus respectivos desesperos sexuais.

Zé Punheta na Rua

O Zé Punheta de baixo nível, o Zé Punheta Offline, sem acesso à Internet, também pode exercitar seu desespero da mesma maneira que o fazia há milhões de anos - com a exceção de que, na nossa sociedade moderna, cheirar traseiros alheios de transeuntes é uma conduta não muito apreciada.

Não há problema nenhum no mero ato de, discretamente, olhar para o rosto/decote da mulher que vem em direção oposta (desde que isso não a deixe constrangida - se bem que, se ela decidiu utilizar um decote, obviamente tem a intenção de que as outras pessoas o apreciem), e depois seguir a sua vida, até porque isso qualquer um faz. Mas o onanista em questão literalmente pára tudo o que está fazendo para olhar - e não exatamente o rosto. Virando para olhar a bunda de qualquer uma que passa, este ser nefasto e pegajoso praticamente anda de costas.

Ora, virar para trás para olhar uma bunda já demonstra um nível de desespero sexual inconcebível para um ser com encéfalo desenvolvido. Geralmente, o faz para olhar uma bunda dentro de um jeans, exatamente igual à duzentas outras bundas dentro de jeans que vão passar por ele na mesma quadra.

Virar para trás, olhar a bunda, e na volta sair com uma risadinha para os desconhecidos ao seu redor é um passo além na imbecilidade. Ainda mais quando comenta uma coisa tosca ou rude com estes estranhos, tipo “nessa aí eu socava o caralho até sair pela boca”. Se o faz em volume suficiente para que a pobre vítima ouça, é pena capital.

Agora, inexplicáveis mesmo são os que param, completamente, para olhar. Interrompem suas vidas, que não deve ter muita coisa emocionante mesmo, viram para trás, riem, olham, riem, comentam, riem, fazem alguns gestos, riem, desviram e vão embora - até que, um segundo e meio depois, param de novo, pelo mesmo motivo. A maioria destes faz isso para todas, uma após a outra, não importa a cor, idade, beleza: passou, é mulher; virou, risadinha, comentou. Uma ida até a esquina é uma travessia épica de horas (confesso: às vezes eu fantasio com como seria legar ter o superpoder de teletransportar postes ou esgotos abertos, do nada, bem na frente destes caras, para que eles, quando se virassem para frente, dessem com a cara no concreto ou caíssem no buraco. Com qual prazer eu não diria “BEM FEITO!”).

Zé Punheta motorizado

Estes dias estava uma mulher de mini-saia passando na rua, na mesma direção que eu. Nem era bonita. Nem era gostosa, aliás: era daquelas mulheres que não deveriam usar roupas apertadas, pois onde apertava em um lugar transbordava no outro. E a mini-saia nem era assim tão curta. Mesmo assim, estávamos caminhando na mesma velocidade e eu andei duas quadras, mais ou menos, perto dela.

Neste meio tempo, uns trinta carros buzinaram para a moça. “Bí”, aquelas buzinadinhas curtas, rapidinhas, o equivalente automotivo sonoro a uma piscada. Uns cinco ou seis gritaram alguma indelicadeza, logo após, imediata e obrigatoriamente se vangloriando para o amigo, no banco do passageiro, do corajoso feito. Se a mulher respondesse algo não perceberiam, ocupados que estavam dando soquinhos de galinhagem no braço do outro e rindo pela máscula façanha de perturbar a paz pública com uma buzinada para uma transeunte.

O quê estes idiotas imaginam? Que vão buzinar para a mulher, e ela vai arrancar a roupa ensandecida de tesão, pular em cima deles ali e transar como se não houvesse amanhã?

Pelo que eu posso observar, fazem isso não pela mulher em si, mas pela necessidade de mostrar aos amigos que são másculos, sexualmente ativos, viris e interessados em mulher. É uma maneira inconsciente de disputar masculinidade, posição na matilha, dizer “viu, e gosto de mulher, viu? Sou normal, sou normal, sou normal, não me expusem do clubinho dos homens”. Se a maioria deles estivesse sozinha, não buzinaria.

Zé Punheta Entre Amigos

Todos os assuntos e atividades entre amigos do mesmo sexo de um Zé Punheta dizem respeito à obsessão por seres do sexo feminino, como se o mundo fosse um gigantesco filme Porky’s. Os menos frustrados dividem seu tempo entre baladas “pra pegar mulher”, madrugadas em lojas de conveniência de postos de combustível às voltas com tunning automotivo - tudo com a intenção de se exibir para “as mina”.

Já as relações do Zé Punheta com o sexo oposto, principalmente as daqueles meramente teóricos, são, no mínimo, todas encaradas unicamente como um investimento no mercado futuro. Ao entrar em um local onde vem a conhecer várias mulheres - a festa na casa de um amigo de um amigo, por exemplo - o Zé Punheta mostra-se interessado igualmente - 100% de interesse - em absolutamente todas as presentes. Faz listinhas mentais: “queria pegar aquela; se não der, esta; se não ser, esta; se não der, esta…”. Geralmente começa a execução deste plano de baixo para cima.

Toda “amiga” de um Zé Punheta é uma esperança de sexo. Por isso, ele a trata com todo o carinho, acompanhando a menina onde quer que ela vá, nunca discordando, tentando parecer sempre sensível - torcendo, secretamente, pelo seu naufrágio emocional. Nos momentos de crise sentimental dela, ele revela sua verdadeira face, oferecendo o “ombro amigo”, que, ele espera, será apenas uma escala no caminho de seu rostinho molhado de lágrimas até o trêmulo de ansiedade falo deste desesperado e faminto carniceiro sexual.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

COMPARAÇÕES VILANÍSTICAS 1

Kefka vs. Sephiroth

No reino da "geekness", sempre houve um grande leque de rivalidades. Exércitos obscecados lutam uns contra os outros nos melancólicos campos de batalha. Dependendo de suas alianças e de que convenção eles se encontram, eles vão discutir se o Batman vence o Superman, se Macs são melhores que Windows, ou despejar seu arsenal sobre qual das opções é melhor sufixo para Star: "Trek" ou "Wars". Entre roleplayers de consoles, a briga clásica é a superioridade entre os vilões KEFKA (Final Fantasy 6) e SEPHIROTH (Final Fantasy 7).

Sem nenhuma resposta definitiva sobre os debates, eles continuam a dividir e diminuir seus números de jogadores dedicados. Velhas rivalidades serão passadas adiante pelas gerações, aumentando em intensidade e ferocidade, até que os corredores da E3 fiquem vermelhos com o sangue destes fanáticos animados. Como um membro consciente da comunidade jogadorística, e como uma pessoa que não gosta de sangue sobre os sapatos, eu estou determinado a evitar esta trágica resolução.

E então, vamos tomar um cuidadoso e controlado exame ponto-a-ponto de um debate Kefka vs. Sephiroth:

Gráficos: Sephiroth é 32bit, Kefka é 16bit, então temos que nos lembrar que existe uma curva de nível. Kefka parecia um palhaço de armadura, e pulava pela tela quando ficava agitado. Sephiroth tinha aquela aparência de um samurai-wannabe, tragicamente sombrio, magro como um aidético, com um belo cabelo de mulher. Ele tinha ainda a preferência de se mover em slow-motion para melhorar sua aparência, o que dramaticamente melhorava a qualidade de seu cabelo, passando de "cabelo bonito de mulher" para "cabelo Pantene Pro-V". Enquanto Kefka teve sua parte de animação gráfica e reconstrução na versão de Playstation de FF6, o personagem completamente renderizado parecia tão diferente do que todos os jogadores lembravam que chega ao ponto de muitos simplesmente negarem essas animações (embora elas sejam muito mais fiéis aos planos que Yoshitaka Amano tinha para o design original do personagem). E apesar de kefka parecer muito com um maldito anjo no final do Final Fantasy 6, Sephirot tem um visual impressionante e ganha o título de "one-winged angel". Sephiroth joga seu cabelo para trás em slow-motion conforme ele toma a vitória.

Som: Sephiroth não tem som para chamar de "seu"; nenhum som memorável ou clip de audio para se usar como toque de celular ou som do sistema. Mas a risada de Kefka é reconhecida em mais de 50 linguas como sendo um som icônico de todos os vilões diabólicos com poderes divinos, e cientistas provaram que seu impacto pode partir pedras a até 30 metros de distância. E tudo isso foi feito com equipamento de 16bit. Se Sephiroth tivesse pelo menos metade de um risinho medonho, ele poderia ter até tido uma chance, mas como está, Kefka simplesmente ri seu caminho até a vitória nesta categoria.

Música: Vamos encarar a verdade, Sephiroth tinha um coral porque a Square de repente percebeu que eles podiam fazê-lo com seu novo hardware. É tudo muito bonito, mas tem mais pretensão gótica do que um trem de fuga cheio de vampiros. Enquanto isso, Kefka tem um tema contínuo que personifica sua marca maliciosa de malignidade incontida. Para coroar, no combate final, o tema do Keka vai se modificando sobre o seu original, e a Square consegue colocar no meio sua inesquecível risada. Se o tema de Kefka tivesse sido feito em 32bit, humanos não seriam capazes de terminar o jogo, pois a música e a risada juntos teriam esmagado seus pequenos crânios. A humanidade foi salva pelas limitações tecnológicas de 1994, e Kefka ganha um ponto nesta categoria.

Combate Non-Final-Boss: Sephiroth luta no seu grupo (pelo menos, no flashback) e consistentemente DEVASTA inimigos com sua magia poderosa e sua No-Dachi estupidamente enorme. Em qualquer luta além da última, Kefka tem sorte de ter qualquer ataque com nome, e tende a fugir assim que você o faz passar vexame. Para nossa sorte, ele nunca entra para nosso grupo, com ou sem game shark. Sephiroth o atinge na cabeça e rouba o ponto nesta categoria...

Combate Final-Boss: ...e então Kefka o espanca como um chocobo alugado. No combate final, Kefka ocasionalmente tomava duas ações em seguida, e ele tinha um par de ataques que poderia matar você não importa o quão fodônico seu grupo fosse. "Olá, grupo cheio de personagens de alto nível! Vocês gostariam de um pouco de DOR? Aqui, peguem uma amostra grátis! Oh, deus, todos estão com 1 ponto de vida? Por favor, levem este pacote bônus de 5000 pontos de dano não-elemental para todos! Adeus, e por favor, voltem sempre!" Além do mais, ele era considerado tão mau que você poderia usar todo seu grupo para enfrentá-lo (quatro de cada vez, claro). Sephiroth era um cara divertido que foi tão mal programado que você poderia vencê-lo sem ele nunca lhe atacar - simplesmente lance SLOW nele para remover seu HASTE, e ele SEMPRE vai lançar "haste" nele próprio no turno seguinte, desperdiçando sua ação, não importa o quão ridículo tenha sido a surra que ele tenha levado do resto do grupo. Faça isso até que ele peide pra muzenga. Kefka simplesmente diria: "oh, bem, um pouco de lentidão. Por favor, morram. E agora eu dou risada." Lento ou não, Kefka ganha o ponto.

Background: Kefka e Sephiroth foram ambos humanos/seres mágicos geneticamente alterados. Nenhum deles foi um sucesso perfeito, e foram ultrapassados por uma versão melhorada. Sephiroth tomou a ofensa pro lado pessoal, e jurou vingança sobre a cruel raça dos humanos, juntando poder até lançar suas tramóias. Kefka não se importou e virou peão do exército mau, e subiu em ranks com sua agressão psicótica, matando pessoas, aterrorizando subordinados, e tendo uma risada amigável. É próximo de um empate, mas vamos dar o ponto ao Sephiroth para termos uma ilusão de igualdade.

Ações: Sephiroth, com seus poderes superhumanos inatos e ação cruel com a espada, causou uma das mais devastantes cenas de morte de personagem em qualquer jogo da série Final Fantasy, tão traumática que alguns jogadores ainda estão tentando achar um jeito de trazer a Aeris de volta. Em outra CG, Sephiroth bombardeou uma cidade com um canhão elemental de outro continente. Oh, é com certeza um trabalho impressionante, mas comparado com seu predecessor, é como passar com 11 coisas no caixa rápido de "até 10 volumes". Kefka envenenou uma população inteira para acelerar as coisas em um sítio à uma cidade - e ele estava VENCENDO o combate - só para se divertir, e isso antes de ter qualquer poder. Ele sapatiou em seu oficial-comandante e depois no imperador até conseguir o Poder Absoluto, e então CONSEGUIU DESTRUIR O MUNDO e reconstruí-lo à sua imagem e semelhança. Ele teve um culto que o louvava como um deus, e destruía cidades só porque isso o fazia rir. Se houvesse algum bebê por perto, ele sem dúvida teria chutado eles e dito que eram adotados, enquanto Sephiroth só daria uma olhada com desdém. É uma categoria de altos pontos, e Kefka ganha com facilidade.

Personalidade: Sephiroth se coloca como uma figura indomável, misteriosa e ousada. Porém, depois de vermos suas ações, ele parece mais um ambientalista irritado que culpa sua maldade por causa da sua infância ruim e tem tanta pretenção de auto-importância que faria Anne Rice se afogar em um mar de delineador. Enquanto isso, Kefka sempre foi completamente honesto sobre quem ele era, e virou o clássico "macaco com uma arma" dos RPGs. Imagine o valentão psicótico da quinta série que lhe batia no estômago depois de tomar seu dinheiro do lanche. Agora dê a ele poderes divinos e uma risada que faz crianças chorarem e cães uivarem. Ele agora se chama Kefka e nunca tentou parecer nada que ele não era. E enquanto ele está lá fora aterrorizando seus colegas de classe no recreio, Sephiroth está na aula de Drama, suspirando e escrevendo um poema ruim sobre sua mãe que não lhe entende. Kefka leva os pontos e o dinheiro do lanche do Sephiroth.

Seguidores (Fãs): Existe um exército enorme de seguidores de Sephiroth, e principalmente quando o jogo era novo, você não podia dizer "sailor moon travesti" sem achar um cosplay de Sephiroth em uma Anime Con da vida. Kefka tem sorte de ter um pequeno grupo de seguidores leais cujo única aparição pública é uma triste tentativa de imitar sua risada. Mas nunca houve nenhuma revista hentai (nem yaoi nem nada) do Kefka violando nenhum outro personagem de Final Fantasy. Sephiroth não pode dizer o mesmo, então ele deve respeitosamente e vergonhosamente ceder o ponto desta categoria, dando a vitória a Kefka.

Depois de uma examinação cuidadosa, Kefka vence Sephiroth em 6 de 9 categorias. E apesar desta vitória entristecer um grande número de fãs do Sephiroth aí fora, eles podem se confortar com o fato que a popularidade do Kefka realmente só existe em fãs "oldschool" da era pré-playstation dos Final Fantasies. Enquanto isso, Sephiroth continua a aparecer em outros jogos da Square, como o infeliz Ehrgeiz, o Final Fantasy Tactics e o Kingdom Hearts. Kefka pode vencer por pontos, mas Sephiroth vence por Marketing.

Ainda assim, isso não deprime um fã do Kefka. Assim como seu favorito, eles sempre estão prontos com uma risada.

;)